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Quando crescer quero ser Grande.

Agora eu tenho tempo para escrever no meu Blog, estou desempregada!
Não posso dizer que fui vitima de nenhuma crise, porque a escolha foi minha. Entre erros e acertos e principalmente crescimento e aprendizado eu tenho um objetivo. Eu quero fazer diferente, quero ser diferente, quero ser grande.
Mas para quem me conhece, pode se perguntar; "grande? mais?"
É gente, no auge dos meus 1.75m, posso dizer que fisicamente cresci o suficiente para me dedicar a minha vida. Mas feliz ou infelizmente me considero pequena quando se trata de agir para crescer. Por incrível que pareça, tenho medo.
Para quem me conhece talvez conteste toda esta insegurança, porque talvez a imagem que eu passe é de uma mulher decidida, que sabe o que quer e que é aparentemente forte.
Porém assim como qualquer ser humano, as vezes a ideia de fracasso passa pela minha cabeça e me aterroriza.
Me considero uma pessoa comunicativa, simpática... mas nem sempre foi assim!
Quando era criança fui muito tímida, costumo dizer que era 'bocó', 'bicho do mato'.
Quando era adolescente também passei por fases de timidez e introversão, era muito insegura.
Mas graças a Deus, como sempre fui uma pessoa interessada em me informar e evoluir, consegui me desenvolver como pessoa e como profissional.
Mas sabe, tenho a sensação de insatisfação. Não consegui chegar onde queria.
Eu sou exibida, gosto de aparecer, gosto de me destacar! Mas tem uma característica insegurança que ainda mora dentro de mim.
No ano que vem faço 30 anos e vejo que depois dos 18, que quando comecei a planejar minha vida independente, ainda não cheguei muito longe. Ou melhor, ainda não dei nem "cinco passos" adiante.
Continuo "dependente" da minha mãe, ainda não consegui esticar meu cordão umbilical, não gosto muito da ideia de viver longe dela. E pasmem, sou casada, meu marido é excelente comigo mas viver sem minha mãe acho difícil.
Mas esse 'desabafo' é exatamente para tentar me libertar dessa situação e enfim conseguir caminhar sozinha.
Mas gente, não me interpretem mal, eu trabalho, eu me viro sozinha, gasto o meu dinheiro e até consigo viver sozinha sem problemas. O que eu estou expondo é que acho que minha vida fica muito mais fácil se eu estiver perto da minha mãe. É como se com ela eu continuasse a ser a menina primogenita e companheira dela.
Mas cheguei a conclusão, de que preciso me libertar dessa situação e por enquanto achei uma válvula de escape que é escrever. Eu gosto dessa atividade.
Por isso estou pensando seriamente em leva-la a sério e fazer disso minha atividade profissional.
Depois de tantas tentativas, depois de tantas escolhas, acho que por enquanto sei o que quero.

Quero crescer! Quero ser grande!

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